sábado, 26 de abril de 2008

Melodia do olhar...



Por que me olhaste daquele jeito?
Não sabias que meu coração te desvendaria?
Olhar feito canção que fez dançar minha essência
retornando ao passado das enigmáticas reminiscências...
E tu?...Também sentiste no meu olhar
a mesma melodia das nossas palavras caladas?
Daquelas que nos murmuravam
os toques mágicos de nossas almas enamoradas?

E agora...onde estás?
Onde está esse olhar que me vestiu de luar
e me transportou para outras esferas da existência?
Por que não vens aconchegar-te nas estrelas das nossas fantasias,
dos nossos eternos carinhos bordados de poesia?

Vem amor e solta-te ...sacode as ténues diferenças,
aninha-te no meu colo ...oásis de mil alegrias...
voa nas asas dos teus sonhos que também são os meus...
e procura-me no infinito do teu sentir...
onde sempre morei, mesmo sem te aperceberes...
Entrega-te e deixa-me descobrir, docemente,
na pele dos teus segredos a minha fragrância eterna em ti....
Deixa as minhas mãos dedilharem teu corpo despido de razão.
Deixa-as sussurrarem-te minhas sentidas ternuras,
minhas magias profundas,
meus anseios contidos e escondidos,
meu universo de porcelana onde só tu habitas...

Sabes?
Mesmo que não venhas...serás eternamente meu
E se eu não beijar a tua presença,
beijarei a suavidade e a beleza da tua alma
com o olhar puro da minha essência,
bálsamo perfeito das dores de ausência...

Tu serás sempre a melodia que canta no meu coração,
embalada pelas emoções das nossas meigas lembranças.

Eu sei, mas não devia...


Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra
vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar-condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Presente para você...


Como eu queria te dar um presente especial, maravilhoso,
único, que expressasse o quanto vc é importante para mim.
Mas não sei o que dar!

Flores?
Para vê-las mucharem diante da sua beleza?

Pedras preciosas?
Elas seriam totalmente ofuscadas pelo brilho claro do seus olhar
e pela luz do seu sorriso.

Uma pérola?
A perfeição dela não se compara à maciez da pele de seu rosto.

Um carro importado?
Não precisamos disso p/ viajar enquanto sonhamos estarmos
p/ sempre juntas.

Um pedaço do mar?
Nem a mais linda praia é mais linda do que uma lágrima de
felicidade rolando pelo seu rosto.

Ah,meu mozinho, como é difícil te dar um presente.

A culpa é só sua:
sua perfeição,
seu sorriso,
suas mãos,
o amor que me da cada vez maior a cada dia,
tudo isso torna tão pequeno qualquer coisa que se possa comprar.

Mas como gostaria de poder dizer, de alguma forma,o quanto te amo...

Á você...


Quando sentir vontade de chorar,
me chame, que eu venho chorar com voce.

Quando sentir vontade de sorrir,
me avise, que eu venho para sorrirmos juntos.

Quando sentir vontade de amar,
me chame, que eu venho amar voce.

Quando voce sentir que tudo está acabado,
me chame, que eu venho te ajudar a rescontruir.

Quando voce achar que o mundo está
grande demais para tua tristeza,
me chame, que eu faço ele pequeno para tua felicidade.

Quando voce precisar de companhia,
naqueles dias nublados e tristes,
ou nos dias lindos e ensolarados,
me avise, que eu venho te fazer companhia.

Quando voce estiver precisando ouvir alguem dizer,
Te Amo...
me avise, que eu venho dizer a voce a qualquer hora.

E quando voce não precisar mais de mim,
me diga, pois o meu amor por voce é imenso,
mas mesmo assim eu simplesmente irei embora.....

(desconheço a autoria)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Sombras...


Não tenho asas
Mas em pensamentos posso voar.
Não sou dona de mim
Sou refém de meus sonhos
E a eles entrego todas as minhas emoções ...
Meus olhos perdem a razão
Ao encontro de sombras;
Sombras inquietas
Que perseguem meus passos.
Essas sombras
Talvez sejam meu guia
O meu esplendor...
Mas no impulso de uma fuga
Eu corro destas sombras
E fecho os meus olhos
Caminhando lentamente
Em busca de minhas respostas...
Meus pensamentos
Já não são os mesmos,
Muitos se foram com as estações
Muitos ficaram
Por persistência de meu coração...
Ando ao lado de sombras
Sinto seus passos me seguirem...
Ou será que meus passos que as seguem?
Acredito em Anjos
Traduzindo-me a cada passo
Um novo suspiro de
Minha Vida.

Fabiana Thais Oliveira

Queria ser um anjo...


Eu queria realmente ser um anjo!
Ser o anjo que vela, o anjo que guarda, o anjo que protege...
Quebrar todas as barreiras e ser apenas um anjo.
Mas não é permitido a um anjo,
amar uma única pessoa;
Seu amor não pode ser exclusivo;
Seu amor deve ser extensivo...
Não é permitido a um anjo
Chorar por todas as pessoas;
Seu pranto é exclusivo.
Que anjo eu posso ser? Que amor eu poderei dar?
Que olhos irão me ver? A quem eu irei amar?
Eu queria tanto ser um anjo!
Ter a bondade nas faces, a sabedoria no olhar;

Saber sorrir, saber confortar.
Saber entender aos aflitos, saber ensinar;
Ir ao encontro de todos...
Um anjo qualquer! Um anjo comum!
Atender as preces dos necessitados;
Atender a procura de afeto de uma criança;
Um anjo que aprende com a dor;
Um anjo que aprende com o amor...
Beijar a face daquele que suplica;
E serenar a raiva do inimigo cruel.
Por fim, eu queria ser um anjo...
E poder quebrar todas as regras celestiais;
Sentir o amor único e exclusivo;
E chorar por todos os demais...

"Eu queria somente ser um anjo!"


(Desconheço o autor)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Quando te vi chorando...


Quando te vi chorando
parecia que o mundo

finalmente se abriu

e me engoliu

Não sabia o que dizer

o que fazer apenas sabia
que não
queria mais
te ver chorar


Quando te vi chorando

entendi todas as razões

mais loucas
dos
sentimentos
mais loucos
de uma mulher por um homem

Entendi
com cada lágrima
que caía
que te ver chorando
me machucava
arranhava meu coração

Te queria bem

te quero bem e
te fazer chorar

me fez sangrar também

Entendi o que é amar

quando te vi chorando

entendi as razões mais ocultas
e os sentimentos sagrados do amor
de uma mulher por um homem
e jurei nunca mais te ver chora

(autor desconhecido)