sábado, 12 de abril de 2008

Nada...


Surgiste do nada,
Em minha vida,
De repente.
E o nada?
Tudo virou
Sim, tudo
Que procurava,
Era tudo..
O que a vida,
Me dava
E de minha alma,
Se apossava!!
Suave, e
Selvagem
Ao chegar,
Ficou.

Meu corpo ardente
Passou a procurar, o teu
Numa procura desvairada,
Trocando o tudo...
Pelo, nada!
Pois, nada
Foi o que,
Você
Me ofertou!...

by: MARICI BROSS

Liberdade...


Nos meus cadernos de escola
Na minha mesa e nas àrvores
Na areia e na neve
Escrevo teu nome

Em cada página lida
Em cada página em branco
Pedra, sangue, papel ou cinza
Escrevo teu nome

Nas imagens douradas
Nas armaduras dos guerreiros
Na coroa dos reis
Escrevo teu nome

Na floresta e no deserto
Nos ninhos e nas ciestas
Nas lembranças da minha infância
Escrevo teu nome

Nas maravilhas das noites
No pão branco da alvorada
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome

Nos meus retalhos de azul
No charco que é sol mofado
No lago que é lua viva
Escrevo teu nome

Nos campos e no horizonte
Nas asas dos passarinhos
No moinho das sombras
Escrevo teu nome

Em cada sopro de aurora
Na àgua do mar em cada navio
Na montanha desvairada
Escrevo teu nome

Na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva espessa e enfadonha
Escrevo teu nome

Nas formas resplandecentes
No carrilhão das cores
Na simples verdade concreta
Escrevo teu nome

Nos atalhos revelados
Nos caminhos desdobrados
Nas praças transbordantes
Escrevo teu nome

Em cada luz que se acende
Em cada luz que se apaga
Nas minha coisas reunidas
Escrevo teu nome

No pomo partido ao meio
De meu espelho e meu quarto
No meu leito concha vazia
Escrevo teu nome

No meu cão faminto e meigo
Nas suas orelhas atentas
Na sua pata canhestra
Escrevo teu nome

Na soleira da minha porta
Nas coisas da minha casa
Nas ondas do fogo sagrado
Escrevo teu nome

Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão estendida
Escrevo teu nome

Na vidraça das surpresas
Nos lábios esperançosos
Muito acima do silêncio
Escrevo teu nome

Nos meus refúgios destruídos
Nos meus faróis destroçados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome

Na ausência sem mais desejos
Na solidão toda nua
Em cada degrau da morte
Escrevo teu nome

Na saúde que voltou
No perigo que passou
Na esperança sem saudade
Escrevo teu nome

E ao poder de uma palavra
Reconheço a minha vida
Nasci para te conhecer
E para te amar

Liberdade

(Paul Éluard)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Abraços...


Tem ABRAÇOS de todo jeito, todo tamanho,
e que significam tantas coisas...
Tem o abraço de diz "Sou muito feliz
porque tenho a sua amizade"
E tem abraços que querem dizer
"Eu tenho muito orgulho de você".
Tem abraços especiais para dizer
"Não existe no mundo ninguém como você".
Tem abraços ternos, abraços com carinho,
Para expressar os sentimentos tristes.
Abraços que murmuram "Sinto muito",
quando alguém precisa de um amigo.
Tem abraços para todas as ocasiões,
Todos com as suas razões.
Tem abraço manso, abraço de urso,
abraço grande e aquele abração.
Mas o melhor abraço
é um que diz
"Eu estou sempre pensando em você."
E tem o tipo especial
que você vai receber
Este abraço que diz
"EU AMO VOCÊ !
by: Reinilson Camara (texto enviado por e-mail: Shirley)

Mulher não nasce estréia...


Mulher não nasce, Estréia !
Estréia na vida, no trabalho;
Estréia na escola, que seja da vida;
Mas estréia.
Estréia na faculdade, no teatro,
Que seja o da vida, mas estréia.
E de estréia em estréia, vai ficando aos poucos
Mulher dos acontecimentos, do dia a dia.
Estréia no Amor; nas Emoções; e nos sentimentos.
Estréia também nas decepções dos relacionamentos;
Reais ou virtuais, não importa;
Amorosos ou não, mas estréia.
Estréia na escolha dos parceiros que
Algumas vezes podem decepcioná-la, mas estréia.
Estréia na maternidade, onde certamente
Se dá o mais lindo fenômeno da vida:
O Nascimento !
O choro, o primeiro de muitos
Que certamente virão.
A mulher é completa; nos sentimentos,
Nos gestos, nas emoções;
E na maioria de suas ações.
Seja pessoal, ou profissional,
Ela conquista o direito da luta sem par.
E ganhando em sua vivência,
Estréia na maior de suas experiências
O direito de se ver e se sentir mulher.
Mulher se não nasce, também não morre,
Muda de dimensão; deixa o carinho, a saudade,
A lembrança enfim.
Uma prova viva da sua estréia.

(by: Jorge Oliveira)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Inicio de Uma Saudade...


De longe
te vi partir.
Uma lágrima caiu em meu rosto,
pura...leve,
que foi desfeita pelo forte
vento que passava...
Voltarias?
Sim, é por poucos dias;
mas essa distância que nos separa,
poderá ser o fim desse amor.
De um amor puro,
simples,
bonito.
Mas talvez seja o fim desse amor.
Mas por que?
Difícil de explicar.
O mais forte
Seria o medo de te amar demais.
O fim desse amor,
puro...
simples...
bonito...
sem mistérios...
sem timidez...
O fim desse amor,
que começou com o mesmo vento
que varreu uma lágrima de
meu rosto quando te vi partir.
O fim desse amor...
O início de uma saudade...

by: Patrícia Castro Martins
20.04.1984

O Beijo...


O melhor beijo é o beijo desejado,
o beijo que me completa,
o beijo da minha forma adequada,o beijo com o sabor do desejo na flor da minha pele,
o beijo da minha vontade, o beijo que faz o meu pensamento,
o beijo que faz a minha boca e meu corpo querer um novo beijo outra vez.

O melhor beijo é o beijo sem tempo,
o beijo de longa duração ou de pouca duração,
um beijo de vinte segundos ou de vinte minutos, isto não importa.
O tempo não conta, enquanto se beija o tempo para, o tempo freia.

E nesta inércia do tempo só sinto a louca vontade de mais um beijo.
Sinto a outra língua que de encontro com a minha faz um
passeio suave e excitante, umedecendo minha alma.
Sinto a língua que viaja dos dentes ao céu da boca.
Sinto a língua que acarinha os meus lábios.

A língua e a língua...
_A língua que me roça, que me percorre, que me navega e que me lambe ...
O melhor beijo é o beijo em que a língua faz o beijo.

" E o beijo faz o sexo "

(desconheço o autor)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Soneto de Fidelidade...


De tudo ao meu amor serei atento,
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive,
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor ( que tive ):
Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

by: Vinicius de Moraes